domingo, 25 de maio de 2014

EMPK - Encontro Mensal de Parkour


Treinos Fixos
Aqui em Maceió, nos últimos 2 meses nós colocamos em prática um projeto fixo de realização de Encontros Mensais de Parkour agendados a cada último domingo do mês. Com a ideia simples, mas ultimamente necessária por aqui em Maceió, o que buscamos é reunir, trazer novamente os praticantes velhos na prática com os novatos, e também levar pras pessoas o Parkour, para essas pessoas: curiosos, simpatizantes, etc. Passar o conceito da prática para essas pessoas, nos motiva sempre, pois a intenção maior é disseminar o Parkour, que já está bem inserido na sociedade desde sua vinda ao nosso estado, contudo precisando de ainda mais visão. E assim no último mês de Abril foi dado o início a isso. E agradeço imensamente aos meus companheiros, não citarei os nomes pois, por ser tantos, iria custar muitas estrofes para citar todos. Eles, ao lerem este texto, se identificarão por si mesmos. Nossa visão sobre esse projeto é para longo prazo, prazo indeterminado. Futuramente, levar o EMPK (Encontro Mensal de Parkour) para fora da capital, realizar por exemplo em Arapiraca, município de Alagoas, onde também há praticantes de Parkour. E mostrar a todos os benefícios da prática, a mudança positiva que esta trás para quem a pratica.

Agradeço a todos os amigos que se empenharam e se empenham todos os dias a favor do Parkour. 






Meu muito obrigado!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Parkour e Free Running? É a mesma coisa?



Até o presente momento, confesso que não conhecia verdadeiramente e por completo a História por trás do Parkour e como chegou a este termo, etc. E assistindo um vídeo referente a História do Parkour, de tudo, eu consegui compreender melhor o que já deveria saber desde de muito tempo atrás. E graças a um bom samaritano que publicou o vídeo no Facebook, tive a chance de me aprofundar mais, eu já deveria estar aprofundado, submerso neste aspecto na verdade. E assistindo todo o vídeo consegui assimilar coisas que eu julgava outrora errônea. Consegui ocupar lacunas que eu tinha em meu conhecimento sobre o Parkour e fiquei surpreso com oque aprendi a mais. 

Eu recomendo que assistem, quem tiver interesse. Abaixo deixarei o link do vídeo. 


Abraço!



Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=qCXt9-7u6gs

terça-feira, 6 de maio de 2014

O Menino e o Parkour


Estou retornando a utilizar este meu Blog e com isso, voltar a publicar sobre minha vida e meus momentos, curiosidades, casos, pensamentos, treinos a cerca do Parkour e o que ele representa para mim, com isso poder de forma direta e/ou indiretamente, contribuir de forma positiva para a disseminação do real Parkour.

Eu conheci o Parkour de uma forma diferentemente única que nunca tinha acontecido comigo. Porque em 2007 eu sofri um acidente sério, que me causou um traumatismo craniano encefálico. Onde eu lesionei internamente a caixa craniana 
e com isso causou um sangramento entre a caixa craniana e o cérebro. Isso foi em uma tarde de sábado de Setembro de 2007. No domingo, após não ter ido ao Pronto Socorro, por ter medo de contar a minha mãe que tinha caído e que estava sofrendo com dores na cabeça, eu senti as dores com mais intensidade. E de não aguentar mais as dores, resolvi dizer para minha mãe sobre o ocorrido no sábado anterior. E de imediato ela me levou ao Pronto Socorro. Lá eu ainda estava resistindo a não querer ser atendido, eu era um adolescente imaturo até então, tanto que me acidentei de uma forma imbecil, imprudente. E depois de precisar ser contido pelos guardas do hospital e ser imobilizado, fui para sala de preparação para cirurgia, pois após eu ser submetido a um exame de tomografia, foi constatado que eu estava precisando a nível de emergência ser submetido a uma cirurgia. E tomei soro na sala de preparação para a cirurgia, com muito medo eu fui colocado na maca, fui levado para sala principal, onde fui medicado com anestesia, e adormeci. Após 3 a 5 horas de cirurgia, acordei na manhã de segunda. Já na enfermaria, sonolento, por conta dos efeitos da anestesia, fui retomando a sobriedade. E logo que consegui estar em sã consciência novamente, olhei para o lado esquerdo da cama, pois o lado direito estava a cirurgia, o curativo, etc. Eu vi a minha mãe, deitada no chão da enfermaria, sem nenhum conforto digno, de forma injusta pois ela fez tudo por mim, sem ela eu teria me recusado a ir pro hospital e eu poderia ter morrido na segunda. Eu a vendo naquela situação por mim, eu confesso que foi doloroso, mais doloroso que qualquer coisa. Ver minha mãe no chão infectuoso de um Pronto Socorro a dormir, isso foi uma sensação, uma revolta, uma experiência ruim que me tomou por dentro e me fez cair em pranto, um pranto silencioso, as lágrimas a correr. Até que minha mãe acordou e me viu acordado, falou comigo:

- Meu filho, não chore, pois está tudo bem, estou aqui com você, viu?

Eu não me conformava com aquilo tudo, com a situação, tanto a minha quanto a dela. Depois o médico auxiliar veio até meu leito, olhou o prontuário que estava na cabeceira da cama e disse:

- Tá tudo bem jovem? Está sentido tudo direito?

E em seguida perguntando se eu estava sentido tudo direito, tocou em minhas pernas e perguntou novamente:

- Senti isso? Senti minhas mãos? Senti este toque?

E eu disse:

- Sim, eu sinto sim senhor!

E o médico disse:

- Tudo bem, agora...descanse!

Minha mãe perguntou ao médico:

- Por que o senhor fez isso e perguntou a ele?

E o médico respondeu:

- É procedimento nosso, nesses casos graves agente visitar o paciente e avaliar ele após o procedimento cirúrgico, e com traumatismo desta natureza, nós verificamos se os impulsos, reflexos e sua parte neuromotora está tudo certo, se não há nenhuma sequela pós trauma ou pós cirúrgica.

E então o médico se retirou da enfermaria.

Para não ficar tão extensa este texto, mais do que já está, irei resumir com os fatos e detalhes mais importantes.

Passei uma semana na enfermaria, e durante este tempo só me alimentava com soro fisiológico, e minha mãe sem dinheiro pra nada, comia através de minha irmã mais velha que trazia comida para ela, uma vez que minha mãe, somente ela poderia estar ao meu lado como acompanhante. Depois de uma semana eu tive alta do hospital. Fui levado para casa, para continuar com os cuidados médicos em casa. E periodicamente indo ao médio realizar exames de avaliação pós cirúrgico. E nesse espaço de tempo, o médio orientou para eu ficar em casa, me recuperando, por pelo menos 1 ano. Com isso perdi 2 anos de aula, só em casa aos cuidados de minha mãe, nem podia me levantar da cama para tomar água ou ir ao banheiro sozinho, precisava se apoio de alguém, pois a gravidade do problema me restringia realizar ações simples do dia a dia.

No final de 2008, entre Outubro e Dezembro, eu estava bem melhor, mais saudável, livre de sequelas e liberado a retomar minha vida por ordem do médico. E conheci um menino que ficava pulando numa praça próximo a minha, até hoje eu o conheço, ainda somos amigos. Ele pulava de um lado para o outro, e....vendo ele assim fui até lá e perguntei o que era e o porque daquilo que ele fazia. E ele respondeu:

- Se chama Parkour, quer aprender?

E eu encantado com aquilo disse que queria sim aprender.

Mesmo com o trauma, mesmo com ranceio de pular pois eu tinha uma cirurgia grave na cabeça, que mesmo estando bem agora, eu tinha medo de cair, bater a cabeça e não acordar mais. Contudo, com essa experiência horrível em minha vida, eu amadureci, eu consegui me desenvolver intelectualmente, aprendi a focar nos estudos, a buscar trabalho, a valorizar mais minha família, a ser mais crítico, ético, responsável. E isso eu adquiri com a experiência ruim. Ela me deu um novo cérebro na verdade, uma nova consciência, um novo Erisson.

E aprendi com o Felipe Kelwyn o Parkour. E depois de uns anos ele parou de treinar, foi aprender outras artes do interesse dele. E eu continuei, em 2009 eu conheci o grupo Ibyanga de Parkour. Fiz amigos, pratico desde 2008, mas só em 2011 eu abri os olhos para o que eu queria com o Parkour. E atualmente, não consigo me ver mais sem o Parkour, pois o Parkour para mim não se limita a sair pra rua pra treinar, saltar, rolar...Ele abrange uma gama de habilidades que é além do físico. É ser melhor como pessoa, como cidadão, como praticante mesmo, como irmão, como tio, como sobrinho, como filho, como namorado, como avô até, no futuro. Então, o Parkour é atemporal, em minha vida. Nunca, de fato eu tive a dúvida sobre se eu queria mesmo isso para mim, se eu ia treinar ou não no dia seguinte. E atualmente, sinto-me responsável por cuidar do Parkour, pois aprendi de graça, de bom grado e sinto a obrigação de passar a diante para outras pessoas de bom grado, com responsabilidade. Defender a prática é um de meus sentimentos e ensino isso para os novatos, sem ludibriar nem obrigar ninguém a isto. Mas sutilmente eu repasso este conceito que tenho em mim. Por conta do Parkour, me sinto fisicamente mais forte, como pessoa, me sinto mais importante. O Parkour me fortaleceu, me revigorou de ânimo. Me deu coragem para enfrentar os desafios físicos e mentais. E aprender a me socializar mais e melhor com as pessoas, a cuidar do meu corpo, da saúde, a está ali, sempre a disposição para ajudar tanto que eu conheço como um anônimo, um transeunte na rua. Isso é o que penso. Que sou uma pessoa que teve uma segunda chance e desta vez, pra ser algo melhor que não fui outrora. E que agora, evolui. 

Agradeço a todos os meus amigos por estarem comigo, a todos. Tanto os que praticam, quanto os que apenas convivem comigo neste mundo. 

Parkour não é uma escolha, ele está incluso dentro de mim, estava o tempo todo, e precisei regredi, voltar a aprender a andar, assim como o recém nascido que aprende a andar. Eu renasci na experiência ruim e aprendi a crescer diferentemente melhor, de uma forma autônoma. Parkour pra mim é isso!

Esta é minha história de vida com o Parkour, é um livro que escrevo sem página final.

Abraço a todos!